O Poço Azul é o maior sítio paleontológico submerso do Brasil. Em 2005, fósseis de vários animais foram resgatados a mais de 15 m de profundidade. Foram identificadas 14 espécies diferentes. Entre os achados, chama a atenção o de um esqueleto quase completo de um mamífero herbívoro gigantesco que viveu em todas as Américas até cerca de 11 mil anos atrás: a preguiça terrícola, que chegava a medir 6 m de comprimento. Durante o trabalho, coordenado pelo paleontólogo Cástor Cartelle, da PUC de Minas Gerais e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também foram coletados fósseis de outra preguiça terrícola, que permitiram ao pesquisador fazer uma nova descrição dessa espécie, antes classificada de forma equivocada.

O recolhimento no Poço Azul, em 2005. Fotos: Site Ciência Hoje.

A descoberta ocorreu em 1995, quando mergulhadores encontraram um crânio que mais tarde seria identificado como o de uma preguiça gigante. Dois anos depois, o mergulhador e cinegrafista Túlio Schargel, durante trabalho de mapeamento da caverna, achou, a 15,5 m de profundidade, uma costela desse mamífero medindo 1,20 m. Então, ele entrou em contato com Cartelle para iniciar um projeto de retirada dos fósseis,  com a participação de outros dois paleontólogos, o canadense Gerry de Iuliis e o francês François Pujos, dedicados ao estudo da história das preguiças gigantes nas Américas. Mais tarde, a equipe descobriu outros sítios submersos no poço.Os três paleontólogos e uma equipe de cerca de 30 pessoas se reuniram em 2005 na Chapada Diamantina para o resgate dos fósseis. Foi retirado um esqueleto praticamente completo de uma preguiça terrícola da espécie Eremotherium laurillardi, a maior desse grupo de mamíferos que habitou as Américas há cerca de 11 mil anos. Esse animal chegava a medir 6 m e ter o volume de um elefante, com cerca de cinco toneladas. Mais informações sobre essa descoberta, você encontra

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